O caminho que um dia planejamos em um trajeto por linhas retas, de repente se faz a nossa frente com curvas, elevações, obstáculos, armadilhas, ruas sem saídas.
O que quando pequenos desenhávamos em nosso subconsciente ou até mesmo em um papel nas horas vagas, é totalmente difuso ao presente.
As ruas sem saídas tentando nos ensinar que há caminhos dentro de nossos caminhos, caminhos onde a única opção é estacionar. Parar para encontrar a melhor forma para aceitar que regredir muitas vezes é o início para a progressão interrompida por elevações, estradas turvas e perdidas, as quais julgamos com tanta certeza serem corretas, ideais para continuar.
O Trânsito onde aprendemos pouco a pouco a articular, Provocando acidentes, colidindo pessoas, desconhecendo personalidades, colecionando traumas, crenças e descrenças, suprimindo vontades, acolhendo saudades, uma luta constante com o aprender a andar.
Caminhamos por diversas vezes em círculos, sem nem uma consciência. Círculos envoltos a dificuldade em encerrar ciclos, presos a costumes, empurrados pelo universo em um intenso combate com a zona de conforto entranhada a rotina que sempre nos insiste para ficar.
Por vezes cansados, optamos por um esconderijo inútil buscando por remanso, descanso, restauração a qual por vezes a nossa frente saltita implorando pela chave, a nossa chave. Ansiosa para revigorar.
Plenitude em saber que a indiferença, a substituta da raiva ao terminar seu trabalho, cede seu lugar à gratidão.
Enganados por esta mania prepotente de planejar o que não nos cabe, somos levados ao chão. Agarrados a ambição em obter a felicidade, travados a impossibilidade em compreender que ela, a tão esperada felicidade caminha de mãos dadas com o momentâneo, muitas vezes encontrados nas bifurcações.
Estas que insistimos em ignorar, nos desvencilhar, jogando chances em espaços vazios.
O caminho que um dia traçamos em um desenho fantasioso esqueceu-se de ser rascunho. Inutilizando a evolução.
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