Eu posso cair por muitas vezes.
Posso ralar os joelhos, esfolar o rosto por dias que se mostrarão infindos.
Posso sentir cansaço, sentir ânsia por exterminar minhas perspectivas nas cinzas das horas em um escuro de meu quarto e por vezes, anular a luz quente do sol em meu rosto.
Posso até chegar perto de concluir que não suporto mais.
Mas o perto, não oculta à quilometragem até a linha de chegada.
As cicatrizes vão ficar, eu sei. Sei até que o desgaste dos anos deixarão marcas provocando alguns esquecimentos em minhas origens.
Mas elas acompanhadas pelos traumas trarão o maior prêmio por todas as lutas: a experiência.
Nada é mais gratificante do que as experiências; as quais adquirimos com os tombos, com os joelhos ralados, com os rostos esfolados, com as mentes esgotadas, com os corpos exaustos.
A glória de mãos dadas com a humildade, para vibrar as vitórias.
A sabedoria na aceitação das perdas e o discernimento para compreender quando é hora de tentar de novo.
Eu não desisto. Eu acredito, sinto possibilidades, além de todas as adversidades impostas pela cegueira.
Eu sei: ainda construo um castelo fazendo de todas estas dificuldades um subterrâneo. Um castelo, para povoar as experiências, as perspectivas, as admirações, o acreditar, e em fim, para o conforto de todos os desconfortos.
A determinação é o topo hierárquico para todas as adversidades no dia-a-dia de uma pessoa com deficiência.
Tags:
Data:
Up next:
Before:
Deixe um comentário