Uma dedicatória a literatura

Mais uma vez o recomeço. O esconderijo de uma realidade por vezes incômoda.

É assim que minha pessoa define a literatura, a qual nunca obteve permissão para se ausentar em meus dias. A delícia de se perder dos pensamentos cotidianos por algumas horas, horas sagradas.

A magia em sentir-se íntima com os personagens envolventes por suas características, manias, expressões, lutas, histórias escolhidas a dedo sendo elas fictícias ou não.

A sensação indescritível em poder sentir-se a vontade com o autor, a admiração por seu jeito único na escrita. E Claro; a liberdade em não gostar de respectiva obra de seu escritor admirado.

A luxúria em sentir desejos arrepiantes pelos personagens, que em suas páginas destilam sedução, atrações perturbadoras.

Personagens capazes de invadir os sonhos de um leitor.

Costumo dizer: o começo de um livro pode ser comparado a um amanhecer de Primavera, em que uma brisa fria, PORÉM convidativa me toca o rosto. A expectativa por se apegar a novos personagens ou personalidades.

Certos livros me induzem a travar uma luta constante comigo mesma, quando tento adiar a cada minuto seu final. Um desejo inexplicável em ser parte da rotina de palavras que se fizeram pessoas, construíram histórias, deixaram marcas.

O sabor do fim de uma obra, em destaque aquelas que classificamos como maravilhosas, É AMARGO. Como aquela maça densa de uma despedida. Mas muitas vezes a ansiedade pelo desfecho me faz esquecer a ausência que deixarão os personagens e acontecimentos.

Mas não me permito sentir a ausência, ao menos na literatura. Logo me encanta outro título, outra sinopse. Ah!  Como minha realidade por vezes incômoda deseja ser forte para os desfechos, perdas, despedidas.

Aos escritores, minha definição ou dedicação.

Escrever histórias, envolver personagens e leitores, proporcionar todas estas sensações insubstituíveis encontradas no ler, é como um concerto, tocado pelos instrumentos da criatividade, sabedoria, imaginação.

Músicos.

 Mente, alma, dedicação.

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