Pequena para um mundo de tanta imensidão. Minúscula diante de tamanha vastidão. Mínima, perante Toda culpa, nem uma desculpa, nem um resquício de boa intenção.
Um grão de areia, solto, inequívoco, na violência do deserto. Ou na inêrcia do que se vê de tão longe, e se sente de tão perto.
o retrato, do detrato do desenho rabiscado na escuridão. No Frio, por um fio, seu rosto, seus olhos, molhados, vazios, seus traços.
Pequena, acreditou ter braços fortes, jogada a própria sorte, obstinou-se a guerrilhar.
Cenários diversos, o mau, tão disperso. Hora espada, hora estratégias. Agora, como quem já não detém o tempo, determinou-se a nadar.
os braços, cujos acreditava ilusoriamente serem fortes, hora no brandir da espada, hora no aguardo incrédulo da sorte, guiavam-na. Arrastavam o seu universo mínimo, de corpo, alma e armas para a imensidão.
Imensidão de um mar revolto, profundo, parte do mundo vasto que um grão de areia não ecoa, não integra, não oferece e nem dispõe de proteção.
|E morreu na praia, exausta, cansada, exacerbada, acompanhada de outros milhões de grãos de areia insignificantes, não de hoje, mas do antes. Extinta junto a sorte, a coragem, a obstinação dos braços que não têm força, não lutam e não chegam a tempo da última respiração.
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